quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Resenha #01 - A irmandade perdida - Anne Fortier

Sinopse: Diana Morgan é uma filóloga e professora da renomada Universidade de Oxford. No mundo acadêmico, a fixação de Diana pelas amazonas é motivo de piada, porém ela acaba recebendo uma oferta irrecusável de uma misteriosa instituição para viajar ao norte da África, onde conhece Nick Barrán, um homem enigmático que a guia até um templo recém-encontrado, encoberto há 3 mil anos pela areia do deserto.
Com a ajuda de um caderno deixado pela avó, Diana começa a decifrar as estranhas inscrições registradas no templo e logo encontra o nome de Mirina, a primeira rainha amazona. Na Idade do Bronze, ela atravessou o Mediterrâneo em uma tentativa heroica de libertar suas irmãs, sequestradas por piratas gregos.
Seguindo os rastros dessas guerreiras, Diana e Nick se lançam em uma jornada em busca da verdade por trás do mito – algo capaz de mudar suas vidas, mas também de despertar a ganância de colecionadores de arte dispostos a tudo para pôr as mãos no lendário Tesouro das Amazonas.

Comprei A irmandade perdida há mais de um ano e estava parado na estante desde então, ainda lacrado. O que me chamou atenção e me fez compra-lo foi exatamente a temática: amazonas, mitologia grega, mistérios, assuntos que sempre me chamam muito a atenção. Então, foi fácil me conquistar. Comecei o livro bem despretensiosamente já que esse ano estava difícil de fato gostar de algum livro a ponto de levar a leitura adiante, mas foi logo pegar nele e não conseguir mais parar.

O livro é grande, tem mais de 500 páginas, mas o li por completo em 3 dias(!!!), sendo que logo no primeiro dia de leitura eu já havia lido mais de 200 páginas, o que pra mim, que há meses não lia um livro completo (sempre abandonando por não me envolver muito com as histórias) foi incrível!
O caso é que o livro alterna entre presente e passado: Alguns capítulos são narrados pela Diana na sua saga desde Oxford até a chegada ao templo e sua jornada tentando entender o caminho que as supostas amazonas seguiram e então, o desenrolar a partir daí. Outros são narrados em terceira pessoa o desenrolar da história de Mirina, que seria a primeira rainha amazona e, aos poucos, as duas histórias se tornam tão próximas em seu desenrolar e descobertas que nos oferecem, que quase parecem se tocar e é impossível não se animar com cada detalhe novo que temos. 
*Detalhes: No início de cada capítulo vem a cidade ou o ano/tempo de qual vai se falar o capítulo, assim a gente se localiza se veremos um capítulo sob a perspectiva da Mirina ou da Diana. Assim como também na maioria dos capítulos vem um pequeno parágrafo ou frase de alguns autores/livros famosos sobre mitologia (como na foto aqui embaixo. No meu instagram tem mais fotos desses quotes e preparei uma postagem só com as minhas citações favoritas do livro, é só clicar aqui e você pode ir checar meu insta!

Um ponto extremamente positivo é a pesquisa que a autora fez para criar uma versão bem próxima dos fatos, é claro que no livro a autora elabora sua própria versão sobre Troia, os acontecimentos que lá se desenrolaram assim como os acontecimentos quanto as Amazonas, mas durante a leitura é difícil não se pegar imaginando se de fato tudo aconteceu daquela maneira e se não, de que outra maneira aconteceu? É fácil se pegar pausando a leitura e indo pesquisar algum nome citado ou algo do tipo.

Mas, como nem tudo são flores, assim como essa alternância entre presente e passado foi muito bacana e até metade do livro deu a (minha) leitura um ritmo frenético, quando Diana, no presente, se envolvia em devaneios e memórias sobre sua avó que nem sempre somavam algo ao presente ou mesmo cortavam completamente um grande momento da história, foi frustrante. Várias foram as vezes em que estávamos no meio de acontecimentos incríveis e cheios de ação e eles eram cortados por momentos nostálgicos da Diana que em NADA acrescentavam a história.

Sei que provavelmente o objetivo da autora foi reforçar pra nós a ligação e a importância da relação da Diana com a avó, mas o corte em momentos importantes da história foram incômodos demais.

Um outro ponto negativo é o romance. Enquanto o de Mirina é lindamente desenvolvido, o de Diana é abrupto, contraditório e mal desenvolvido. A impressão que me deu ao ler foi que a autora teve a ideia de repente e então, a desenvolveu conforme pensou nessa ideia, sem se importar com o rumo que a história já estava tomando antes. Então, me peguei torcendo por Mirina e realmente vivendo com ela aquela paixão, me sentindo envolvida junto com a personagem, mas totalmente alheia ao que estava havendo com Diana e sendo sincera? Acredito que o romance de Diana era totalmente dispensável para a história.

*Detalhes 2: O livro é dividido em 5 seguimentos maiores, que englobam vários capítulos e esses seguimentos tem como nome períodos do dia (Crepúsculo, aurora, sol, zênite e eclipse) achei interessante já que a história das amazonas é intimamente ligada a deusa da lua, a noite e tudo mais. Então, a divisão "casou" bem com a história.

Em resumo: a leitura vale muito a pena, a versão dos mitos e dos personagem mitológicos que são apresentados no livro são muito interessantes principalmente por levantar hipóteses diferentes aos já conhecidos mitos, o que é sempre interessante. A leitura, apesar dos pontos que citei, é muito fluida, mesmo sem ler nada há meses, consegui vencer 100 a 200 páginas do livro por dia sem nem mesmo sentir isso, porque o livro te prende mesmo.

Só posso dizer que sai dessa leitura enlouquecida por novos livros que abordem mitologias, um assunto que já amo (Inclusive, se você tiver ai algum livro nessa temática pra me indicar, não se segure por favor! hahah)

 E então, você ai já leu esse livro? Se sim me conta o que achou! 
Não esquece de ir chegar meu instagram clicando aqui, lá eu sempre posto várias fotos das minhas leituras e no stories vou falando minhas opiniões conforme vou lendo!

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