Desde o fim do ano passado meu
primo e eu tivemos uma ideia que estivemos colocando em prática: começar um
clube do livro entre nós dois. É algo que sempre achamos legal, mas não achamos
pessoas que organizem algo assim e pareceu uma boa ideia algo entre a gente (e
esperamos que com o tempo mais pessoas se somem ao nosso pequeno grande clube
hahah). Escolhemos um livro por mês, lemos e comentamos um com o outro do que
estamos achando durante a leitura e depois, ao final. É bem bacana. Caso é que:
“O Planeta dos Macacos” de Pierre Boulle foi nosso livro escolhido de Janeiro!
Nesse livro acompanhamos 3
astronautas: o professor Antelle, o físico Arthur Levain e o jornalista Ulysse
Mérou que deixam a Terra para ir em direção a constelação de Órion. A viagem,
para os viajantes, leva cerca de 2 anos, mas aqui na terra teriam se passado 3
séculos e meio! Chegando lá a surpresa: o lugar se parece muito com a Terra,
com florestas exuberantes, com água potável e também com oxigênio, similar a
Terra e possível dos nossos personagens transitarem sem problemas.
Outra surpresa: os 3 veem uma
pegada... parecendo ser de mulher! E logo em seguida a veem. Ela parecia
exatamente como uma mulher humana normal e inclusive encontram outros que
parecem exatamente como os humanos, mas com um detalhe...eles não falam e
parecem não raciocinar muito também. Tentativas simples como um sorriso, um
aceno ou até mesmo emitir algum som (tentando falar ou rir) assustam
completamente aqueles “humanos” e apavorados, eles correm!
Com o decorrer da história
sabemos então que nesse novo planeta quem se assemelha aos nossos três
viajantes e pode falar e raciocinar são os macacos! E eles tem uma sociedade
organizada!
A história é narrada pelo Ulysse,
que passa a se comprometer a descrever tudo que vê e vivencia nesse novo
planeta.
O livro é bem curto até, dá pra ler bem
rapidinho, fora que tudo é muito envolvente e logo você está curioso para ver o
que vai acontecer. Acho que o que mais pensei durante a leitura é: Como esses
macacos vão reagir ao Ulysse, que está narrando e aos outros dois, vendo que
eles podem falar, raciocinar e tudo que os humanos residentes dali não podem?
Como os macacos se organizam? O que vai acontecer com esses três terráqueos?
Acho que uma das questões mais
interessantes que o livro levantou para mim foi: não somos eternos, pelo
contrário, cada um de nós tem um tempo bem curtinho aqui na Terra, então, quem
ou o que será que nos substituirá se algum dia a raça humana for extinta? (ou
dominada?).
Uma das coisas que aprendi em uma
aula de linguística foi: a linguagem é aprendida a partir da imitação, é assim
que, quando crianças, aprendemos a falar: vendo as pessoas ao redor falarem. É
um processo de imitar mesmo. Assim também acontece com crianças que tem pais de
uma nacionalidade, mas que vivem em outro pais e elas aprendem as duas línguas.
Depois, com a escola, esse aprendizado é organizado e estruturado, pra que se
aprenda as normas, a escrita e etc. Então, será que algum dia poderíamos retroceder
essa habilidade? Será que é possível que algum dia não possamos falar,
raciocinar e outra raça de fato evolua e consiga?
São pensamentos bem interessantes
e foi divertido imaginar essas possibilidades através do livro e do que é
apresentado e vivenciado pelos personagens.
O livro é muito bacana, te faz
realmente viajar junto com ele, vale muito a leitura e é tão rapidinho que em
poucos dias eu terminei a leitura. Você aí já leu esse? Me conta o que achou!

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